17 de abr.
JOÃO LAGARTO no teatro nacional d. maria II
Depois de passar pela casa de paragem obrigatória que é a magnifica ginginha, acompanhados por uma chuva INTENSAMENTE INTENSA...Fomos em direcção completamente encharcados à sala estúdio do teatro D. MARIA II, ver a peça COMEÇAR A ACABAR (“begining to end”) de samuel beckett, mas com direcção tradução interpretação de João Lagarto.
O cenário da peça estava extremamente SIMPLES, somente com três lâmpadas dispostas a três níveis diferentes, sob fundo negro...COMEÇA entrando somente SOZINHO de uma forma tropegamente cambaleando, vestido de mendigo e colocando ali a pronto e a nu, em palco todas as reflexões que apoquentam toda a sua existência humana...
“Em breve estarei morto finalmente apesar de tudo.” Enquanto espera pela sua hora que nunca mais chega, trás a memória recordando e reflectindo sobre momentos significativos do seu passado, a sua agitação e revolta interior com a sua existência; da sua relação consigo (ligação terna mas algo distante que nunca conseguiu encaixar; ligação algo estranhamente fria mas terna com pai, que morreu cedo); infância gravada com uma certa revolta interior, maturidade regada sem amor “Nunca amei ninguém, acho eu, senão lembrava-me” olhando para o infinito...
Esta peça está carregada de uma SOLIDÃO SOMENTE SÓ, com uma dose sentimentalismo bastante forte, que habita e coexiste dentro do seu ÍNTIMO...
Trouxe-me à memória aquelas pessoas que vivem em constante luta e controvérsia consigo mesmas, sendo estas, as próprias inimigas delas mesmas, desesperadamente sós com elas mesmas, sendo quase uma luta inglória com elas mesmas... numa espécie de ciclos ciclicamente viciados onde elas se veêm embrenhados...acomodamdo-se com a vida delas próprias...mas essa pessoa não sou eu...
Conseguiu expor em palco toda a revolta consigo mesmo, que tanto o alimentava apoquentava, e tanto o CORROIA.
FIQUEI COMPLETAMENTE BAZURDIDO...SEM PALAVRAS PARA TAL ACTUAÇÃO...
PEÇA A NÃO PERDER...
JOÃO LAGARTO no teatro nacional d. maria II
Depois de passar pela casa de paragem obrigatória que é a magnifica ginginha, acompanhados por uma chuva INTENSAMENTE INTENSA...Fomos em direcção completamente encharcados à sala estúdio do teatro D. MARIA II, ver a peça COMEÇAR A ACABAR (“begining to end”) de samuel beckett, mas com direcção tradução interpretação de João Lagarto.
O cenário da peça estava extremamente SIMPLES, somente com três lâmpadas dispostas a três níveis diferentes, sob fundo negro...COMEÇA entrando somente SOZINHO de uma forma tropegamente cambaleando, vestido de mendigo e colocando ali a pronto e a nu, em palco todas as reflexões que apoquentam toda a sua existência humana...
“Em breve estarei morto finalmente apesar de tudo.” Enquanto espera pela sua hora que nunca mais chega, trás a memória recordando e reflectindo sobre momentos significativos do seu passado, a sua agitação e revolta interior com a sua existência; da sua relação consigo (ligação terna mas algo distante que nunca conseguiu encaixar; ligação algo estranhamente fria mas terna com pai, que morreu cedo); infância gravada com uma certa revolta interior, maturidade regada sem amor “Nunca amei ninguém, acho eu, senão lembrava-me” olhando para o infinito...
Esta peça está carregada de uma SOLIDÃO SOMENTE SÓ, com uma dose sentimentalismo bastante forte, que habita e coexiste dentro do seu ÍNTIMO...
Trouxe-me à memória aquelas pessoas que vivem em constante luta e controvérsia consigo mesmas, sendo estas, as próprias inimigas delas mesmas, desesperadamente sós com elas mesmas, sendo quase uma luta inglória com elas mesmas... numa espécie de ciclos ciclicamente viciados onde elas se veêm embrenhados...acomodamdo-se com a vida delas próprias...mas essa pessoa não sou eu...
Conseguiu expor em palco toda a revolta consigo mesmo, que tanto o alimentava apoquentava, e tanto o CORROIA.
FIQUEI COMPLETAMENTE BAZURDIDO...SEM PALAVRAS PARA TAL ACTUAÇÃO...
PEÇA A NÃO PERDER...

1 comentário:
Do caneco!!! ;)
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